Tags

, ,

A raposa corre e o lobo a persegue. É instintivo; não racional; sem objetivo concreto. Porém, o lobo para, se sustenta em suas pernas, limpa os galhos, as folhas e a neve da calça e dos sapatos, tira sua máscara e olha para o bosque ao seu redor. Começa a nevar e a raposa já parou de correr. Os olhos dos dois se penetram, visão que vai até a alma. O rapaz sorri ao olhar para trás, vendo a trilha de pelos que deixaram. A máscara cai no chão. Para de nevar e um poça se forma entre os dois corredores. Ele olha para o reflexo de seu rosto na água, havia encontrado o que fazia-o correr. Ela volta ao seu instinto e… foge.

Foram encontrados anjos de neve no bosque.

Daqueles que só podem ser feitos pela felicidade.

Arthur Marques

Anúncios