Tags

, ,

Luzes alaranjadas mancham as calçadas de pedra, tocam um samba na praça, um moleque corre descalço entre as ruas do bairro, não consegue parar de sorrir, como se essa fosse a natureza do seu rosto. Ele corre porque não sabe o que fazer, quando isso bate ele nunca sabe o que fazer. Correr então parece uma ótima opção, quem sabe as coisas que enroscam o peito dele saiam com o suor? Quem sabe ele não estivesse doente?! Isso, doente! Com certeza ele está, afinal, não para de correr… não para de sorrir… ô moleque!

Para de correr, moleque safado! 

Para de sorrir, ô danado!  Sei não, visse. 

Arthur Marques

Anúncios