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As sombras se espalhavam entre os inúmeros itens, de armas a anéis de noivado, formando uma imensa teia de sombra e luz. Um velho acende um cigarro, o fósforo ilumina a cena por segundos, logo depois a fumaça se espalha pelo lugar. Ali, no meio de outras velharias, penhorando a história das pessoas, era ali que ele se sentia real. Hora de fechar a loja. As portas se fecham e a as ruas cinzentas da cidade sugam tudo que aquele homem poderia representar, era só mais um corpo entre tantos outros, seus olhos indiferentes queriam afastar todos ao seu redor, ele já havia se acostumado a morrer….

Estás tão dividido em tantas partes…

Que já não significas nada.

Arthur Marques

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