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Deitado numa cama de hospital há um homem chorando. Ao olhar para o teto branco, se lembra que a dama que o esperava já irá chegar. Esperar. Sempre esperou algo da sua vida, uma oportunidade, um sonho, não queria mais esperar, queria ser ao menos uma vez o homem de ação, realizado e… feliz. O médico anda com dois diagnósticos na mão, um erro havia sido cometido e os dois haviam sido trocados. O primeiro pertencia a um jovem, diagnosticado com um tumor benigno, que havia morrido a dez minutos. Era câncer. O segundo pertencia a um senhor, diagnosticado com câncer, que estava no quarto do fim do corredor, é uma nova oportunidade. O médico abre a porta do quarto: a janela está aberta, o quarto está vazio. Corre. Deitado no chão há um homem sorrindo.

O passado não é definido pelo o que poderia acontecer.

É a lógica do tempo.

 Arthur Marques

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